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Projeto Nascentes do Rio Oricó: reconectando comunidades e ecossistemas através da restauração

  • Foto do escritor: VBIO
    VBIO
  • 11 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

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A bacia do Rio Oricó, no Sul da Bahia, desempenha papel fundamental no abastecimento de água para aproximadamente 80 mil moradores de Ibirapitanga, Ubaitaba, Aurelino Leal e Camamu. No entanto, décadas de conversão de florestas nativas em pastagens e práticas agrícolas intensivas provocaram o assoreamento de nascentes e a perda de cobertura vegetal, ameaçando tanto a qualidade quanto o volume de água disponível. Diante deste cenário, o Projeto Nascentes do Rio Oricó reúne esforços da Haskell Cosméticos (apoio financeiro), da Organização de Conservação da Terra – OCT (execução técnica) e da VBIO (monitoramento, gestão financeira e comunicação) para restabelecer a saúde hídrica e ecológica da região.


Diagnóstico inicial

Desde a primeira mobilização de produtores, em abril de 2024, foram realizados diagnósticos visuais em 31 nascentes utilizando o Protocolo de Monitoramento e Avaliação com metodologia de Diagnóstico Ambiental Rápido. Essa etapa considerou o número de árvores no entorno, a presença de gado, indícios de erosão e a cobertura por plantas invasoras. Ao fim desse processo inicial, 29 nascentes foram direcionadas a um plano de restauração ecológica e duas – em propriedades com potencial produtivo – a um modelo de restauração sustentável, focado em cacau e cupuaçu.


Engajamento de produtores

Entre maio e outubro de 2024, cadastramos 22 famílias de 15 comunidades, com propriedades que têm em média 18,6 ha e 49 % de cobertura vegetal. Esses agricultores passaram por treinamentos práticos para:


  • Isolar as Áreas de Preservação Permanente (APP) com cercas.

  • Preparar o solo (roçagem, coroamento e abertura de covas).

  • Acompanhar o desenvolvimento das mudas, seguindo orientações técnicas.


Proteção e preparo do solo

Já instalamos 2 965 m de cercas ao redor de 18 nascentes, impedindo o acesso de animais e atividades que possam prejudicar a regeneração natural. Em paralelo, foram abertas 6 360 covas e aplicados 753,6 kg de corretivos (calcário e Super Simples) para garantir solo fértil e oxigenado.


Plantio de mudas

Retomado em fevereiro de 2025 após interrupções climáticas, o plantio já alcançou 4 283 mudas:


2 617 nativas (açaí, cedro, ipê‑amarelo, jenipapo, pitanga)

  • 699 frutíferas

  • 967 de cupuaçu


A meta é chegar a 8 000 árvores, criando corredores ecológicos que conectem fragmentos de vegetação, filtrem poluentes naturais e fortaleçam a recarga dos aquíferos.


Manutenção e monitoramento

A cada visita periódica, a OCT avalia o crescimento das mudas e orienta os produtores sobre cuidados como controle de plantas invasoras e proteção contra pragas. Essa parceria ativa entre equipe técnica e famílias é fundamental para que as novas florestas se consolidem e gerem resultados duradouros.



Alinhamento com Metas Globais

O Projeto Nascentes do Rio Oricó contribui para:

  • ODS 15 (Agenda 2030): proteger e restaurar ecossistemas terrestres

  • Meta 2 do Plano Kunming‑Montreal: restaurar ≥ 30 % dos ecossistemas degradados até 2030

Isso coloca a iniciativa no mapa mundial de ações eficazes contra as mudanças climáticas e em favor da biodiversidade.


Você que acompanha iniciativas de restauração ambiental e se preocupa com a segurança hídrica pode colaborar de várias maneiras. Conheça mais detalhes do projeto em https://www.vbio.eco/projeto/nascentes-do-rio-oric%C3%B3 


Cada metro de cerca, cada muda plantada e cada família engajada representa um passo rumo à segurança da água e à conservação de ecossistemas vitais.


 
 
 

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