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Fundo Ancestra e VBIO: impulsionando a sociobioeconomia no Brasil

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    VBIO
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

A transição para uma economia sustentável exige mais do que compromissos globais; exige que os recursos cheguem efetivamente a quem vive e cuida dos territórios. É com esse propósito de transformar intenção em impacto real que a plataforma VBIO e o Fundo Ancestra unem forças.


Atualmente, o Fundo Ancestra está com uma chamada aberta para projetos focados na conservação, no desenvolvimento social e no uso sustentável da biodiversidade, e todas as submissões devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma da VBIO. Mas como, exatamente, essas duas iniciativas se conectam para fortalecer a sociobioeconomia no Brasil?


A relação entre a VBIO e o Fundo Ancestra

A VBIO nasceu como uma solução inovadora desenvolvida pela GSS para estruturar, financiar e monitorar programas de impacto, conectando empresas, comunidades e a biodiversidade brasileira. Por sua vez, o Fundo Ancestra é um fundo filantrópico idealizado de forma conjunta pela GSS, Instituto GEN e Action.


Enquanto a GSS lidera a implementação técnica, o Instituto GEN atua na curadoria social (garantindo o cuidado com as comunidades tradicionais) e a Action assegura a governança e operação financeira.


Nesse ecossistema, a plataforma VBIO atua como o motor de originação e curadoria dos projetos. Com uma base sólida de proponentes e uma metodologia tecnológica e acessível de submissão, a VBIO foi escolhida como a porta de entrada oficial do Fundo Ancestra. É através da nossa vitrine que as iniciativas ganham a linguagem e a estrutura que os investidores filantrópicos buscam, encurtando a distância entre o que acontece nas florestas e o mercado.


A Chamada de Projetos do Fundo Ancestra

O Fundo busca apoiar organizações com relação direta com o território, como associações, cooperativas comunitárias, ONGs, fundações, universidades e centros de pesquisa. O objetivo central é alocar recursos filantrópicos em projetos estruturantes, com resultados concretos e de longo prazo.


Para isso, a chamada, que abrange todos os sete biomas brasileiros, prioriza propostas que se enquadrem em quatro eixos temáticos essenciais:

  • Resiliência climática e conservação: proteção de ecossistemas, adaptação climática e restauração.

  • Infraestrutura socioprodutiva: ampliação da capacidade produtiva local e fortalecimento de cadeias comunitárias sustentáveis.

  • Biociência e bioprospecção: inovação, P&D e uso responsável de soluções baseadas na biodiversidade.

  • Desenvolvimento social e inclusão: organização comunitária, educação e valorização dos saberes tradicionais.


Atenção aos critérios técnicos

Diferente das cotas convencionais da VBIO, os projetos submetidos a esta chamada específica devem prever um valor mínimo de R$500.000,00. Esse piso reflete a estratégia do fundo de apoiar soluções integradas que realmente transformem os territórios a médio e longo prazo, promovendo independência econômica para as comunidades após o fim do apoio.


A pré-aprovação da habilitação não garante, por si só, o recebimento do apoio. Após a submissão, o projeto percorre um processo de avaliação do Fundo Ancestra, que envolve análise técnica, avaliação pelo Comitê de Seleção e validação pelo Conselho de Gestão.


Os projetos aprovados passam a integrar a base de iniciativas em captação para apoio. Isso significa que poderão ser considerados para investimento, mas a alocação de recursos não é garantida, pois depende de critérios adicionais e da disponibilidade financeira. Quando apoiados, seguem para implementação e monitoramento. Por isso, é importante acompanhar cada etapa com atenção e realizar o cadastro com antecedência.


→ As inscrições ocorrem exclusivamente aqui na plataforma VBIO e vão até o dia 24 de maio de 2026.


Se a sua organização atua na linha de frente da conservação, inclusão produtiva ou inovação baseada na biodiversidade, essa é a oportunidade de acessar recursos para impulsionar suas ações. Acesse sua área de usuário proponente, preencha as informações detalhadas sobre a realidade da sua comunidade e junte-se a nós para provar que o saber ancestral é, de fato, a economia do futuro.


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