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Riscos financeiros ligados à natureza no Brasil

Atualizado: 7 de mar. de 2023

As relações entre espécies e a provisão de serviços que vêm da natureza enfraquecem cada vez mais rápido. A biodiversidade nunca esteve tão em risco em toda a história da humanidade.



As populações de vida selvagem sofrem com a deterioração dos oceanos, florestas e demais ecossistemas. Com o amplo declínio dessas espécies, a capacidade da natureza em fornecer serviços vitais para a manutenção da vida no planeta — os chamados de serviços ecossistêmicos — é prejudicada.

E isso está diretamente relacionado com a estabilidade da economia global. Mais da metade do PIB do mundo inteiro é dependente dos serviços ecossistêmicos. E são justamente as economias de baixa renda que mais sofrem com os impactos sobre a natureza.

Setores como construção, agricultura e alimentos estão entre os mais dependentes. A fertilidade, a capacidade de absorção e proteção contra enchentes, e o controle de erosão são serviços prestados por um solo saudável e protegido por vegetação. Se o solo não apresenta essas características, o resultado são custos elevados em uso de fertilizantes, correção e estalização de taludes, e controle de crises como a falta de água e desmoronamentos.

Para se ter uma ideia da magnitude do poder da biodiversidade sobre a economia, o declínio de quatro serviços ecossistêmicos, como polinizadores, produção florestal, pesca marinha e sequestro de carbono, levariam a perdas reais no PIB em até US$ 90 bilhões em menos de dez anos.

Esse valor poderia ainda se multiplicar em quase três vezes ao considerarmos danos massivos das mudanças climáticas ligados à perda dos serviços ecossistêmicos.


Ainda assim, é complicado conseguir entender o real tamanho do problema, pois é difícil quantificar o impacto da perda de biodiversidade no fornecimento dos serviços ecossistêmicos, já que são muitas variáveis em jogo.

O que se sabe é que a perda da biodiversidade está entre os principais fatores de risco para um futuro economicamente próspero, e se não trabalharmos juntos para solucionar este problema, a conta da natureza vai ficar sempre no vermelho.

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